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Família Tamanini

Família Tamanini
Este Blog pertence a uma família de descendentes de imigrantes italianos trentini no Brasil. Somos brava gente construindo o futuro e resgatando o passado.
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Movimento Fratellanza Associata Tamanini - MFAT - desde 1995

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Parque Aldeia Temática (PAT) de Guarapuava

Fonte texto: Transcrição da matéria do JORNAL VEJA PARANÁ -2003

"Aldeia Temática Permanente de Guarapuava":
Um Projeto Transformado num Lugar Encantador!Gifs e Recados para Orkut Gratis !
"Desde criança tenho vocação em colecionar coisas interessantes!" Cleto Tamanini
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Aldeia Temática Permanente: Educar com diversão
Aldeia Temática Permanente de Guarapuava, a única no Paraná no estilo, é resultado de um ideal transformado de um simples pedaço de chão, em um lugar encantador, onde os visitantes ficam deslumbrados, com a variedade de coisas que podem ver e apreciar.

Castelo Medieval - Portal de Entrada da Aldeia
(Foto: Lilian Tamanini - set2009)
É uma sociedade limitada, coordenada e idealizada por Cleto Tamanini, que "acredita que uma das qualidades importantes para um homem é ser firme e idealista".

Em entrevista ao "Veja Paraná", falou sobre o projeto e contou um pouco da sua história, de como surgiu a idéia de se fazer uma área de lazer e cultura como a Aldeia Temática Permanente.

Natural de Salete, Santa Catarina, guarapuavano por adoção, desde criança sempre teve vocação em colecionar coisas interessantes.

De Família religiosa e tradicionalista, com formação Humanística, sempre estudou em seminário e colégios, onde conheceu coisas interessantes, que os padres da época preservavam, de onde surgiu a idéia de fazer um dia algo semelhante.

Futuro Museu de Antiguidades - peças que aguardam restauro.
(Foto: Lilian Tamanini - set2009)

Peças do museu aguardando restauro e catalogação
(Foto: Lilian Tamanini - set2009)
Um projeto que deixasse uma marca e que as pessoas tivessem a oportunidade de ver, apreciar e criar conhecimento.

De início pensou em um museu diversificado, não apenas de antiguidades, mas buscando trabalhos de índios, pedras, arte sacra, enfim várias coisas.

Um de seus hobbies é viajar, pois segundo ele, viagem é cultura.

Através dessas viagens, foi coletando e procurando trazer coisas interessantes, não só antigas, mas exóticas, diferentes que chamassem a atenção e pudessem significar alguma coisa para as pessoas.

Conta com orgulho, que à 30 anos, em sua terra natal, subiu três vezes num morro chamado Funil, para buscar pedras de quartzo. Visitou aldeia de índios, roças de colonos, e assim foi colecionando coisas para formar o museu que pretendia.

Veio para Guarapuava, há 20 anos.

Comprou uma chácara, onde muitas pessoas questionavam, pelo fato de ser um descampado retirado da cidade e banhadão.

Mas, como é sempre otimista, levou adiante a sua idéia.

Como os terrenos eram baratos, a cada anos foi adquirindo um pedaço, até que tivesse um espaço suficiente para a realização do seu projeto.

Sendo uma pessoa que gosta de contato com a terra, plantar árvores exóticas, era um lazer, bem como: cavar, carregar pedras, etc., depois do expediente de trabalho, aos sábados, domingos e feriados, sempre trabalhando, com o passar do tempo foi percebendo que naquele local poderia ser feito mais que um museu.
Visitou a Disney, Beto Carreiro e uma série de parques e foi se inteirando das coisas e vendo que era possível fazer algo que atraísse as pessoas e que divulgasse a cidade, pela sua riqueza de lugares diferentes, com oportunidades para bons passeios, beneficiando a sociedade de Guarapuava e região com uma excelente área de lazer, diversão e cultura.

Com um investimento próprio e muito trabalho, foi construída, e denominada "Aldeia Temática Permanente de Guarapuava" que funciona o ano todo.

A Aldeia é um conjunto de TEMAS, de assuntos, alguns deles já estão prontos como: Pesque Lazer; Parque de Diversões (pedalinhos, pôneis, micro-trator, mini-teleférico e playgroud); Aldeia do Papai Noel roda d'água, trilhas, preservação do ecossistema com nomes das árvores e das folhagens; 100 mil luzes para a  noite; casa do Papai Noel em estilo rústico; salão com amostras dos futuros temas; antiguidades; objetos indígenas, arte sacra e objetos místicos; salão de arte em sucata, madeira e pintura.
Ainda, lanchonete; venda de artesanato da região e canteiros com mais de 20 espécies de gama. Outros temas estão em andamento como: Castelo Medieval, restaurante, centro de eventos, hotel e pousada. Explica Tamanini.
"A Aldeia este ano teve um público bastante significativo, foi visitada por pessoas de outros países, estados e região, o que é muito bom para Guarapuava, pois eleva o nome da cidade, constata. "Acho que a Administração precisa visitar a aldeia fazendo sua parte, prestando apoio, não monetariamente, mas no sentido de divulgação, incluir a Aldeia no roteiro turístico, linha de ônibus, pois além da Aldeia ser um destaque, pelo seu estilo, gera empregos e é importante porque eleva o nome de Guarapuava e é desse apoio que a gente precisa", desabafa.

"Valorizando e reconhecendo o potencial turístico que Guarapuava realmente tem. Um turismo dedicado à apreciação da natureza de forma ativa, com o objetivo de conhecer e interpretar valores naturais e culturais existentes. Valorizar as pessoas que investem no município e que geram emprego". Constata.


Entrada para a trilha
(Foto: Lilian Tamanini - set2009)
Para Tamanini é de suma importância resolver a questão da iluminação da BR 170 e a construção de marginais, que não beneficiam só a Aldeia, mas todas as empresas que estão ali instaladas, a exemplo da Aldeia do Sol (escola maternal), o CTG e as Empresas do DIG, os Hotéis e Restaurantes. "Afinal, quem vai se beneficiar com isso é o município, que com a vinda de pessoas de fora, movimenta a cidade e beneficia o comércio local, provavelmente mais que nós que estamos executando o projeto", constata.

Este ano é o terceiro ano que a Aldeia está aberta para visitação. O primeiro e segundo ano foi a Aldeia do Papai Noel e esse ano é a Aldeia Temática, com mais ampliações e mais atrativos para os visitantes.

O destaque deste ano, entre outros, foi a grande exposição de arte em madeira, sucata e ferro, que encantou o público, mais pelo estilo sacro.

Animais espalhados por toda a Aldeia, feitos de sucatas, pelo artista curitibano Abdiá e em madeira pelo artista pinhaoense João D. Bueno além de outros em resina e cimento, que encantou adultos e crianças.

Para este ano a aldeia estará aberta também para escolas, onde os alunos de 1º, 2º e 3º graus terão todas as condições de pesquisa como: de espécies de plantas, museu de antiguidades, preservação do meio ambiente, etc.

"Aprendendo e adquirindo cultura com lazer e diversão".

A Aldeia pretende consagrar, em março ou abril, a "Festa do Pinhão e do Mate", sendo a pioneira já neste ano.

Se você ainda não teve a oportunidade de conhecer "Aldeia Temática Permanente de Guarapuava", faça uma visita! Desfrute momentos agradáveis de lazer e diversão, em contato com a natureza.
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A Sucata Transformada em Criatividade e Arte
Abidiá Rodrigues da Silva, nome artístico "Abdiá da Silva Sá", foi metalúrgico há muitos anos.

Descobriu que tinha um dom para arte desde muito cedo, aos 7 anos.

Mas foi aprender as técnicas entre seus 18 e 19 anos, onde adquiriu um conhecimento maior do que era o metal, a solda, eletrodos e os objetos para fazer suas esculturas, que eram feitas de sobras de metalúrgica da empresa em que trabalhava.

Foi juntando e criando suas peças, em grande quantidade. Veio para Curitiba, onde reside atualmente, de início sua peças eram expostas no calçadão da XV, considerada a maior vitrine para o artista, pois por ali passam pessoas de vários países, estados e cidades. O calçadão, considerado o coração o coração do paraná, foi o grande salto para sua carreira, pois as obras vendidas ali, estão espalhadas por vários países. Praticamente todos os países do mundo possuem obras suas.

Esse é o maior orgulho e a maior recompemsa, para um artista espiritualista que vive com simplicidade e que para ele o lado espiritual deve estar bem acima do material. Já participou de várias exposições.

Abdiá, conta como conheceu Cleto Tamanini e acredita que foi Deus que o colocou em seu caminho. Numa exposição no Calçadão da XV, Rua das Flores em Curitiba, Cleto, um grande apreciador de arte e de objetos diferentes para a sua coleção, ficou impressionado com os trabalhos de Abdiá e fez um convite para que viesse trabalhar na Aldeia.

Para divulgar em Guarapuava os seus trabalhos, aceitou o convite. Com grande quantia de sucata armazenada, foi possível criar muitas peças.

Hoje é um dos referenciais da Aldeia. Muitas e muitas obras feitas de sucata, podem ser apreciadas pelos visitantes e que estão espalhadas por toda a Aldeia.

Entre as obras criadas destaca-se a arte sacra como: Santp Expedito, para os devotos das causas impossíveis; São Francisco de Assis; Madre Paulina; Nossa Senhora e o presépio deste Natal, feito pelo artista com sucata.

CRISTO - Cleto ao lado de uma das obras espalhadas na Aldeia.
Esta obra possui aproximadamente 3,50 metros.
E, a criatividade fica por conta da face de Cristo.
(Foto: Lilian Tamanini - set2009)

CRISTO - detalhe da face da obra feita pelo artista Abdiá
(Foto: Lilian Tamanini - set2009)
Quando perguntado qual a obra mais importante? Respondeu: "A obra mais importante é a que vou fazer".

Segundo ele, quando um escultor quer executar uma obra, no seu caso, como é de sucata, existem duas maneiras: aquela que o material permite e a que tem que ser transformado para se chegar ao que se deseja.

Cada escultura passa uma mensagem do que ela significa.

 "Isso se chama ilumunação espiritual. O importante não é simplesmente criar por criar, mas transmitir algo, contando uma história, dando uma mensagem através da arte. Tudo na vida deve ser feito com simplicidade e Deus me deu um conhecimento profundo na arte, mesmo sem  ter frequentado a escola, e uma sensibilidade muito grande e essa é a minha maior riqueza", finaliza.

Cleto Tamanini num dia de trabalho na Aldeia,
apresenta a obra do artista Abdiá: BRASÍLIA.
(Foto: Lilian Tamanini - set2009)

BRASÍLIA -  Esta obra, feita de sucata e objetos antigos foi inspirada em Brasília.
Possui no topo um relógio parado significando a lentidão no progresso brasileiro,
e a indiferença dos parlamentares com o cidadão.
Cidadão este, representado logo ao lado do relógio,
segurando uma bandeira nacional e em ação de desagrado com o Planalto.
(Foto: Lilian Tamanini - set2009)
As pessoas que quiserem conhecer as obras do artista Abdiá, poderão fazê-lo na Aldeia.


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